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27/08/2009

Quanto dura o amor?

Com estreia prevista para setembro, Quanto dura o amor? é promessa de mais uma boa produção do cinema nacional. Tanto que já foi premiado no Festival de Paulínia de Cinema. Duas protagonistas do filme, Silvia Lourenço, que interpreta Marina, e Maria Clara Spinelli que faz o papel de Suzana (uma transexual) foram as premiadas.

Com direção de Roberto Moreira, o filme constrói uma crônica de paixões de três personagens que fogem da solidão na maior cidade do País. A história traz ainda um romance lésbico.

O longa-metragem conta a história de Marina, uma jovem aspirante a atriz que chega a São Paulo cheia de sonhos e vai dividir apartamento com Suzana, uma advogada solitária. Jay (na pele de Fábio Herford), o escritor de um livro só, procura um sentido para a vida.

Na luta contra solidão, Marina se encanta pela cantora Justine (interpretada por Danni Carlos), Suzana começa a namorar o colega Gil (Gustavo Machado) e Jay escolhe a prostituta Michelle (Leilah Moreno) como musa. Na história, os três vão viver a euforia da paixão, mas também seu outro lado.

O elenco traz ainda a participação de Paulo Vilhena, que interpreta Nuno, namorado de Justine e dono da casa noturna em que ela se apresenta.

Uma curiosidade: a personagem transexual (Suzana) é interpretada por uma transexual. Maria Clara Spinelli foi submetida a cirurgia de redesignação sexual. O detalhe é que a atriz quase recusou o papel porque tinha receio que seu trabalho fosse desqualificado e não fosse entendido como interpretação.

Que sorte teve o diretor do longa, que apesar de não estar necessariamente procurando uma transexual para o elenco quando fazia os testes, acabou encontrando uma excelente atriz e que já estreia no cinema com prêmio.

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1 Comentários:

Às 28 de agosto de 2009 10:43 , Blogger O VIADO E A TRANSGRESSÃO POÉTICA disse...

Penso como você, se tem travesti ou transsexual no filme, que seja feita por uma atriz travesti ou transsexual, que aliás, existem de monte e nunca têm oportunidades, já que travestis - como tudo que é feminino - são extremamente discriminadas dentro do próprio meio LGBT e da sua misoginia. fiquei curioso, só espero que, no filme, não caiam no clicê de homossexual que se apaixona por heterossexual ( afinal, é o normativo) para depois acabar sózinha, por que a mulher escolheu o "macho" para constituir a tradicional família...
Beijos,
Ricardo
aguieiras2002@yahoo.com.br

 

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