“É difícil a gente se acostumar quando as coisas mudam”. A frase de um dos personagens de Café com Leite define bem o sentimento que predomina na história contada nessa produção de 2007. O curta (18 minutos de duração), que participou de vários festivais de cinema nacionais e internacionais, acumula entre seus prêmios o Urso de Cristal no Festival de Berlim 2008, Melhor Filme no Festival de Cinema de Campina Grande 2008, Melhor Curta - Júri Popular no LesGaiCineMad - Espanha 2008, Melhor Curta - Júri Popular no Torino Film Festival 2008, Melhor direção no Curta Santos 2008, entre outros.
Com roteiro e direção de Daniel Ribeiro, direção de arte de Mônica Palazzo, o filme conta a história dos namorados Danilo (Daniel Tavares) e Marcos (Diego Torraca), e de Lucas (Eduardo Melo), irmão de Danilo. Entre videogames e copos de leite, dor e decepção, os três precisam aprender a viver juntos.
Nina, este lindo filme já está há um ano na internet eu já tinha visto. Ele é delicado e triste, mostra que, muitas vezes na vida nós não temos escolhas, como já dizia Clarice Lispecto. aliás, apesar do que falam em contrário, o mundo nos dá pouquíssimas escolhas, estamos todos no mesmo barco, já sequestraram Deus e nada paga seu resgate, somos todos vítimas. todos semelhantes. Beijo, ricardo aguieiras2002@yahoo.com.br
Que triste. Nem sei o que comentar. É a vida que segue. Mas se no fundo o que existiu entre eles for amor, haverá um retorno, ou melhor, é apenas um filme, porém retrata bem a realidade.
Este filme é muito fraco. Bastou eu ler o título, me veio à lembrança o filme nacional decepcionante.
O tema era bastante promissor: assumir a guarda do irmão que está à beira da adolescência dentro de uma relação gay numa sociedade ainda bem intolerante. A dificuldade de compatibilizar a relação homo e essa relação próxima a paternidade (tutor).
Noutro plano, percebe-se o distanciamento do protagonista de toda sua família - talvez pela homossexualidade, vínculo que deverá se restabelecer em parte, quando os irmãos passarem a conviver.
Entretanto o que se assiste são diálogos - pobres, forçados (irreais?) - que acontecerem sem que os atores (suas performances) se conectassem à eles. A imersão não aconteceu.
A relação dos dois não "funciona", o que ajudaria o público a se identificar com a problemática enfrentada ao casal. A separação, portanto, não causa (quase) nenhuma reação.
A relação dos irmãos repete a fórmula (e, pra não sair idêntica, o diretor apela para uma dramaticidade que caiu vertiginosamente no) clichê do "coitadinho do menor carente".
Ainda bem que, por não haver espaço, isso não perdura.
É de se esperar que uma criança passe por certa revolta, ou tenha problemas em aceitar uma mudança brusca em sua vida, com perdas importantes, etc. Mas há, certamente, um modo mais criativo e interessante de abordar a questão (em Breakfast with Scott, que substimei, pode-se tirar exemplos).
A fotografia era razoável, embora pudesse passar melhor a idéia de familiaridade/ identidade com os protagonistas.
Café com leite é um filme assim... Café-com-leite entre o morno e o frio.
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8 comentários:
É uma graça esse curta.
Nina,
este lindo filme já está há um ano na internet eu já tinha visto. Ele é delicado e triste, mostra que, muitas vezes na vida nós não temos escolhas, como já dizia Clarice Lispecto. aliás, apesar do que falam em contrário, o mundo nos dá pouquíssimas escolhas, estamos todos no mesmo barco, já sequestraram Deus e nada paga seu resgate, somos todos vítimas. todos semelhantes.
Beijo,
ricardo
aguieiras2002@yahoo.com.br
triste e belo
Perfeito esse filme.
Muito comovente.
Abraços
Olha... tô instigado a ver... aliás... estou num momento Cult LGBT... adorando as obras...
***
umBeijo!
Nossa, mistura bem alegria e tristeza o filme ._. O relacionamento fraternal evoluiu, mas para isso o protagonista saiu prejudicado com o amoroso._.
Que triste. Nem sei o que comentar. É a vida que segue. Mas se no fundo o que existiu entre eles for amor, haverá um retorno, ou melhor, é apenas um filme, porém retrata bem a realidade.
Este filme é muito fraco. Bastou eu ler o título, me veio à lembrança o filme nacional decepcionante.
O tema era bastante promissor: assumir a guarda do irmão que está à beira da adolescência dentro de uma relação gay numa sociedade ainda bem intolerante. A dificuldade de compatibilizar a relação homo e essa relação próxima a paternidade (tutor).
Noutro plano, percebe-se o distanciamento do protagonista de toda sua família - talvez pela homossexualidade, vínculo que deverá se restabelecer em parte, quando os irmãos passarem a conviver.
Entretanto o que se assiste são diálogos - pobres, forçados (irreais?) - que acontecerem sem que os atores (suas performances) se conectassem à eles. A imersão não aconteceu.
A relação dos dois não "funciona", o que ajudaria o público a se identificar com a problemática enfrentada ao casal. A separação, portanto, não causa (quase) nenhuma reação.
A relação dos irmãos repete a fórmula (e, pra não sair idêntica, o diretor apela para uma dramaticidade que caiu vertiginosamente no) clichê do "coitadinho do menor carente".
Ainda bem que, por não haver espaço, isso não perdura.
É de se esperar que uma criança passe por certa revolta, ou tenha problemas em aceitar uma mudança brusca em sua vida, com perdas importantes, etc. Mas há, certamente, um modo mais criativo e interessante de abordar a questão (em Breakfast with Scott, que substimei, pode-se tirar exemplos).
A fotografia era razoável, embora pudesse passar melhor a idéia de familiaridade/ identidade com os protagonistas.
Café com leite é um filme assim... Café-com-leite entre o morno e o frio.
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