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16/06/2009

Grupos farão manifestação contra violência na Parada Gay de SP

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT) emitiu uma nota oficial repudiando os casos de violência homofóbica, ocorridos após a 13ª Parada do
Orgulho LGBT de domingo. Também foi divulgado que no sábado, dia 20, o Corsa e o Fórum Paulista LGBT deverão se unir à APOGLBT, em um protesto que deverá acontecer na Avenida Doutor Vieira de Carvalho (a partir das 19h). No local, uma bomba caseira explodiu, ferindo mais de 30 pessoas, após o encerramento da Parada, no domingo. A polícia está investigando as circunstâncias da explosão, na tentativa de identificar se o ato foi um atentado homofóbico. Leia a íntegra da nota:

"*Nota oficial da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo sobre casos de violência homofóbica pós-Parada*

Considerando as manifestações homofóbicas ocorridas em locais de freqüência de LGBT após a realização da XIII Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo vem a público manifestar sua indignação e esclarecer que:

1. Como entidade organizadora da Parada, a Associação da Parada trabalha em parceria com a Polícia Civil e Militar para evitar situações de violência e desrespeito à legislação vigente, o que sempre fez da Parada uma atividade pacífica e com baixos índices de ocorrências relativamente às proporções da manifestação;

2. Como entidade ativista pelos direitos LGBT, a Associação da Parada considera que os atos marcadamente homofóbicos que ocorreram após o evento, como o espancamento na rua Frei Caneca e o arremesso de uma bomba de um condomínio na Avenida Dr. Vieira de Carvalho, são expressões da homofobia a que estão submetidos cotidianamente LGBT na cidade de São Paulo e no Brasil. Pesquisas como a recentemente divulgada pela Fundação Perseu Abramo trazem dados que revelam um país marcadamente homofóbico (na pesquisa divulgada pela FPA, 92% de entrevistados em 150 municípios espalhados pelo país reconheceram que existe preconceito contra LGBT e cerca de 28% reconheceram e declararam seu preconceito);

3. Consideramos, ainda, que os casos ocorridos se revestem de especial gravidade, sobretudo pelo significado que adquirem ao atingir integrantes de uma comunidade altamente estigmatizada e violada em seus direitos no dia em que se manifesta em favor do reconhecimento desses direitos;

4. Assim sendo, reiteramos nosso clamor, expresso também por via de Ofício encaminhado pela Associação da Parada, para que a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo atue com afinco e rigor na apuração dos fatos e na punição dos autores de tais atos de violência;

5. Conclamamos, junto a outros grupos LGBT e entidades da sociedade civil da cidade e do estado de São Paulo, a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e a população solidária a comparecer à manifestação “Homofobia, Basta! Justiça, já!”, que ocorrerá no próximo sábado 20 de junho, na Av. Dr. Vieira de Carvalho, a partir das 19 horas.

Diretoria da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo"

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3 Comentários:

Às 16 de junho de 2009 21:02 , Blogger Nina Ferri niferri@gmail.com disse...

O Jornal Nacional acabou de veicular matéria mostrando que a polícia precisou pegar os nomes e endereços das vítimas com os hospitais que atenderam os feridos pela bomba (como falei no comentário que deixei no post anterior ninguém quis registrar BO) e agora está batendo de porta em porta atrás de informações. Aparentemente a tese de ato de intolerância está sendo levada a sério pelas autoridades. Torçamos para que os culpados (além da bomba, outros episódios de violência marcaram a Parada deste ano) sejam encontrados.
Sinceramente, acredito que esse é um dos melhores momentos para a militância gay reforçar a importância da aprovação do PLC 122, que visa criminalizar atos de homofobia.

 
Às 16 de junho de 2009 21:27 , Blogger O VIADO E A TRANSGRESSÃO POÉTICA disse...

Claro que temos que ir tod@s nessa manifestação, sem falta alguma!
Agora é triste demais para mim, é até algo esquizofrênico por que não posso conceber como um dia de festa e de orgulho pode levar a outro dia de preocupação grave e tristeza. A polícia deve ser cobrada em eficiência e basta investigar com cuidado cada apartamento do prédio onde caiu a bomba, encontrar vestígios de pólvora ou outras coisas, impossível não se descobrir o homofóbico, que deve ser processado por, além de outras coisas, tentativa de homicídio. Em qualquer outro país isso seria considerado fichinha.
A PL122 precisa ser aprovada, mas sem emendas nem retiradas, não há como "adaptá-la" ao gosto dos evangélicos que estão no poder.
Beijos,
Ricardo
aguieiras2002@yahoo.com.br

 
Às 17 de junho de 2009 11:13 , Blogger André Campos disse...

A pesquisa publicada pela Fundação Perseu Abramo nos mostra que o preconceito ainda é grande,ou seja, preocupação a vista. E só de imaginar que muitas pesssoas esperam apenas o momento certo para botar seu preconceito e raiva pra fora, como aconteceu na Parada, é também preocupante.

 

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